7 Melhores HQs de Natal
O espirito natalino nas páginas das HQs!
Neste Natal, a redação da A Era Nerd entra no espírito natalino e, pra aproveitar as festividades, traz para vocês uma lista com as 7 melhores HQs de Natal. Afinal, nada melhor que comemorar a vinda do bom velhinho dentro da tradição nerd e geek.
Lobo versus Papai Noel
Este clássico de Natal, intitulado originalmente como Lobo Paramilitary Christmas Special foi lançado pela DC Comics em fevereiro de 1992. Escrita por Keith Giffen e Alan Grant e com a arte alucinante e alucinada de Simon Bisley, a HQ que recebeu o nome de Lobo versus Papai Noel no Brasil é tudo, menos um especial de Natal típico.

Na história, O castigo de Natal do Lobo, o mercenário czarniano é contratado para matar o Papai Noel e, para isso, tem que invadir a fortaleza do velho gorducho, enfrentar seus duendes e renas e vencer um grande trauma de infância. Não que o Lobo ligue para traumas de infância…
Publicada no Brasil em Lobo versus Papai Noel (1998) pela Metal Pesado e no ano seguinte pela Tudo em Quadrinhos no encadernado Lobo: Uma porrada de histórias, a HQ ainda ganhou uma adaptação em vídeo feita por fãs em 2002. Na época, o curta era melhor que muitos dos filmes de super-heróis que eram lançados no cinema.
Happy!
Seguindo com as lista de HQs disfuncionais de Natal… digo, melhores HQs de Natal, outro título que merece destaque é Happy! de Grant Morrison, com arte de Darrick Robertson. Lançada originalmente em quatro edições pela Image Comics em 2012, foi publicada no Brasil pela Devir em 2014 em um encadernado que está esgotado desde então.

Na história, Nick Sax é um ex-policial que agora trabalha como mercenário. Tudo começa a ficar estranho quando ele passa a ver Happy, um unicórnio-amigo-imaginário de uma garotinha que foi sequestrada… pelo Papai Noel Mendigo. A HQ se passa no período de Natal e trata de temas como a paternidade, o consumismo e o tráfico infantil.
Foi adaptada para uma série imperdível – se o seu estômago aguentar – na Netflix.
O Natal do Pato Donald – Tio Patinhas
O clássico Um Conto de Natal (A Christmas Carol, 1843) de Charles Dickens é talvez a maior e mais famosa história inspirada pela festividade do final de ano.
Derivados baseados na obra são encontrados nas mais diferentes sagas e franquias e os patos de Carl Barks não podiam ficar de fora. Publicado em 1960 com o título Donald Duck and the Christmas Carol, apesar de concebido originalmente por Carl Barks como O Natal do Tio Patinhas (Uncle Scrooge’s Christmas Carol), a história está mais para um livro ilustrado do que para uma HQ em si.
Com texto de North Bedford e pintura de Norman McGary, sobre as ilustrações magníficas do homem dos patos, temos o Tio Patinhas no lugar de Ebenezer Scrooge e os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho no lugar dos famosos fantasmas do Natal.

Um clássico pra ninguém botar defeito, a história remete a um Tio Patinhas mais sovina e avarento do que a versão de Don Rosa, que apresentava o Pato Mais Rico do Mundo de uma maneira mais aventuresca e batalhadora.
Entre as várias publicações desta história no Brasil, destacamos a primeira, em 1970 no fascículo Estorinhas de Walt Disney, e no encadernado Contos de Natal de Carl Barks de 2015, ambos pela editora Abril.
Klaus
Já imaginou qual seria a história de origem do Papai Noel? Já passou pela sua cabeça ler uma história do bom velhinho com enfrentamento contra demônios, amores perdidos, traição e um reino que se perdeu? Não?
Com vocês, Klaus: o Papai Noel. As aventuras do… “bom velhinho”?
Mas o escocês Grant Morrison sim. A obra intitulada Klaus é uma espécie de “Papai Noel Ano Um” e conta a história do bom velhinho de uma forma que você não conseguiria imaginar. O pior? É bom demais! Lobos, arco e flecha, enfrentamento com demônios… tem tudo isso misturado com os elementos clássicos do Natal. Uma ótima pedida.
Batman – O Longo Dia das Bruxas
Você pode estar pensando… Dia das Bruxas? Se isso é verdade, é porque você nunca leu Batman – O Longo Dia das Bruxas, considerada uma das melhores HQs do Homem-Morcego.
Nesta clássica HQ que serve como continuação de Batman Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli, temos um novo vilão chamado Feriado que faz suas vítimas… em feriados.
O “longo dia das bruxas” do título se refere ao primeiro crime e a resolução conseguida pelo Batman apenas às vésperas da série de vítimas completar um ano. A sequência Natal mostra o Coringa no rastro de Feriado e o Batman no rastro de ambos.

Podemos conferir o primeiro confronto físico entre o Palhaço do Crime e o promotor Harvey Dent nesta sequência, além de sua caçada aos chefões do crime de Gotham como Maroni e Falcone. Vale lembrar que é nesta HQ que Harvey Dent tem seu rosto desfigurado, tornando-se o Duas-Caras na origem pós-Crise. Imperdível!
Batman – O Longo Dia das Bruxas foi publicada diversas vezes no Brasil, sendo a primeira em oito edições pela Abril em 1999 e a mais recente na edição definitiva encadernada pela Panini em dezembro de 2020.
Eu odeio o Natal
Já que estamos falando de HQs disfuncionais… vai mais uma!
O natal é um tempo de tolerância, boa vontade e amor para com o próximo, certo? Errado! Para o Juiz mais durão de Mega City 1 o Natal é um período ruim onde as pessoas tentam flexibilizar a lei – e isso ele não vai permitir.

Acompanhe o Juiz Dredd em uma história curta de Mark Millar que mostra que o espírito natalino passa longe do bom Juiz. Imigrantes, pessoas com surto psicótico e até os brincalhões… ninguém está a salvo!
A trama, originalmente publicada na HQ inglesa AD prog. 867 em 1993, pode ser encontrada no Brasil na edição Juiz Dredd Especial de Natal lançada pela Mythos em 2013.
Correio de Metropolis
Em 1992, um dos maiores roteiristas do Superman estabeleceu em seu cânone uma tradição do Azulão. Todo 23 de dezembro, o kryptoniano dava atenção a milhares de cartas endereçadas a ele e recebidas pela central do Correio de Metropolis. Nesta data, ele tentava atender aos pedidos dos remetentes como uma atitude cheia do espírito natalino.

O tocante texto de Dan Jurgens talvez pedisse a arte do próprio, mas a HQ é desenhada por Jackson Guice – um nome que, tirando a fase do final dos anos 80 e começo dos 90 no Superman, está mais ligado a quadrinhos da Marvel.
Publicada originalmente em Superman #64 em fevereiro de 1992, Metropolis Mailbag foi publicada no Brasil no último número de Liga da Justiça Internacional #67 de abril de 1994 e mostra ao Super que nem todos os problemas podem ser resolvidos com seus poderes.
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