Ao longo dos anos, e também da chegada de novas gerações, gradualmente diversos gêneros foram sendo construídos e apresentados ao público. Entretanto, outros foram deixados de lado. Neste caminho acabamos perdendo principalmente boa parte de títulos ligados ao beat up, incluindo franquias como Double Dragon, Cadillacs and Dinosaurs, e Capitão Commando. Embora algumas reformulações tenham acontecido, como no caso de Streets of Rage 4, elas chegam para as novas gerações como jogos-homenagem, trazendo pouca novidade e limitando seu público aos nostálgicos, diferentemente de Sifu, da francesa Sloclap, que traz o melhor das artes marciais em um jogo de ação-aventura com beat-up e pegada Soulslike.
Você tem apenas um objetivo: vingar a morte da sua família. Quando criança um grupo de cinco artistas marciais invadiram o dojo e brutalmente assassinaram sua família, mas você sobreviveu. Mas foi você jogador que começa tudo isso, visto que no tutorial jogo controlamos o chefe dessa trupe do mal, que no futuro viria a ser o nosso grande rival do jogo. Essa escolha narrativa nos dá a sensação que temos que corrigir isso

Você encarna a criança que aos 20 anos decide pôr em prática o treinamento e a investigação do grupo que a atacou. Dessa forma você vai explorar uma cidade chinesa moderna e pontualmente regiões onde esses inimigos vivem.
Então o que pode dar errado não é mesmo? Você contra pessoas de gangue, outros artistas marciais e esses especialistas? A resposta é clara, você não conseguir sobrepujar eles. E assim Sifu apresenta como “não sou apenas um beat-up“. Estudar seus movimentos e os padrões dos inimigos fará parte de sua jornada, e digo mais, a morte também.
Você tem a posse de um artefato poderoso, uma pulseira que vem da sua família e traz consigo a vontade de perseverar no combate. Então cada vez que você cai em batalha você ganha um ano e “volta a vida”. Você ganha uma punição escalonada quando você morre. Dessa forma, a primeira vez é 1 ano, a segunda adiciona 2 anos totalizando 23 anos, a terceira morte adiciona 3 a essa idade indo a 27, e assim segue a canção.
Além disso, a cada patamar de 10 anos, você ganha uma penalidade de vitalidade, porém bate um pouco mais. O personagem evolui com a passagem das décadas de morte até um fim de ciclo que é a última moeda do amuleto, estourar por volta dos 70 anos.
Mas você consegue atrasar esse ciclo exponencial, ao criar uma sequência de inimigos derrotados ou derrotando pequenos chefes espalhados pela fase. Esses inimigos são poderosos com golpes fora do padrão e podem surpreender. Então temos que aproveitar o ciclo de combates e inimigos para falar das habilidades.
Você ao longo da jornada vai ganhando experiência e pode liberar habilidades, elas têm cunho parcial até o fim do ciclo, porém se você conseguir sobrepujar os desafios pode comprá-la de forma permanente, mas se atente as habilidades tem uma idade como limiar, então se morrer muito não consegue mais.
Resultado de uma experiência alquímica que envolvia gibis, discos e um projetor de filmes valvulado. Jornalista do Norte que invadiu o Sudeste para fazer e escrever filmes.